Gama empata com Brasiliense e conquista 12º título do Candangão

O último capítulo do Campeonato Brasiliense 2019 teve os dois principais clubes do Distrito Federal como protagonistas. No aniversário de 18 anos do clássico entre Gama e Brasiliense, não faltaram gols nem cartões amarelos — foram nove amarelados só nesse jogo. A festa contou com 14.736 pagantes, mas foi o alviverde que ganhou o melhor presente: o título de campeão candango. Com placar em 2 x 2, o Periquito, que havia vencido o primeiro jogo por 3 x 1, manteve a vantagem nos 90 minutos finais da decisão, neste sábado (20/4), no Estádio Mané Garrincha. 
Para a tarde de gala, o Brasiliense contou com a volta do pentacampeão mundial Lúcio e do goleiro Edmar Sucuri. Apesar da experiência da dupla, a defesa menos vazada da primeira fase do Candangão voltou a sofrer gols do arquirrival. Precisando da vitória por mais de um gol de diferença, o Jacaré começou o jogo buscando o ataque. O zagueiro Lúcio até arrancou suspiros dos torcedores em uma cabeçada, mas foi Tartá, do Gama, quem abriu o placar do confronto. 
O meia acertou um chute cruzado de fora da área que estufou as redes de Sucuri aos 18 minutos. O Brasiliense tentou não se abater e manteve a maior posse de bola no campo ofensivo. Aldo e Dudu, porém, evidenciaram que os nervos dos jogadores não estavam tão controlados assim. Os dois receberam cartão amarelo aos 30 e 31 minutos, respectivamente, após chegarem de forma mais dura nos adversários. O clima esquentou no campo. No minuto seguinte, foi a vez de Mário Henrique receber cartão pelo Gama. 
<i>(Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)</i>

Do banco, Ricardo Antônio não gostava nada do que via. O técnico do Brasiliense fez a primeira substituição no time logo aos 32 minutos. Tirou o volante Dudu para a entrada do centroavante Reinaldo. O atacante aumentou as esperanças da torcida do Brasiliense logo no primeiro lance no jogo, após cobrança de falta que passou por cima da trave. Na jogada seguinte, o atacante apareceu bem novamente. Reinaldo se esticou todo dentro da área para completar cruzamento rasteiro de Maikon Leite vindo da esquerda.

Apesar das investidas do Brasiliense, o Gama estava bem organizado em campo e encaixava bons contra-ataques. Antes do intervalo, o time de Taguatinga ainda fez mais uma mexida. Entrou Peninha no lugar de Érick Flores. Mas, mesmo com a pressão, o Jacaré não conseguiu converter as oportunidades criadas em gol e terminou o primeiro tempo tendo que tirar uma diferença de três gols no placar agregado. 

Jacaré empata na segunda etapa 

No início do segundo tempo, metade dos refletores se apagaram e a partida ficou interrompida por alguns minutos. Logo após o jogo ser retomado, o Gama ampliou a vantagem com Gilsinho. O camisa 10 acertou um chute rasteiro no canto direito de Sucuri, aos 10 minutos. Diante do balde de água fria nos torcedores do Jacaré, que inclusive ameaçaram deixar a arena, o Brasiliense também marcou. No minuto seguinte, Michael, camisa 9 do Brasiliense, empurrou para as redes após cruzamento rasteiro da direita.
<i>(Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)</i>

 O clássico voltou a esquentar. E foi a vez de o Gama fazer as primeiras substituições na equipe. Arriscando tudo o que podia, o Brasiliense passou a protagonizar as melhores chances no ataque e arrancou mais um gol, restando 15 minutos para o fim do jogo, com Maikon Leite. Após mais algumas oportunidades desperdiçadas pelo lado do Jacaré, o apito do árbitro cravou o 12º título do Gama no Candangão. O time comandado por Vilson Tadei sagrou-se campeão de forma invicta, em campanha que somou 14 vitórias e três empates, além de 34 gols marcados e nove, sofridos. 

“O título invicto entra para a história não só do clube, como do futebol candango, e o Gama e a torcida são merecedores disso. Espero que o time dê sequência nesse trabalho vencedor e alcançar voos maiores, voos nacionais”

Tiago Gaúcho, volante do Gama

FICHA TÉCNICA

Candangão 2019 – Final (volta)

Gama 
Rodrigo Calaça; Felipe Tavares, Gustavo, Emerson, Mário Henrique (Cleidson); Wagner Balotelli, Tarta, Gilsinho (Tiago Gaúcho); Vitor Xavier (Wisman), Jefferson Maranhão e Nunes
Técnico: Vilson Tadei
Brasiliense 
Edmar Sucuri; Alex Murici, Lúcio, Badhuga, Dudu (Reinaldo); Romano, Maikon Leite; Aldo (Romarinho); Michael Platini, Morais e Erick Flores (Peninha)
Técnico: Ricardo Antonio
Gols Tarta e Gilsinho (Gama); Michel Platini e Maikon Leite (Brasiliense)
Cartões amarelos: Nunes; Mário Henrqiue; Tarta, Gustavo; Emerson e Gilsinho (Gama); Aldo, Dudu, Erick Flores (Brasiliense)
Árbitro: Sávio Sampaio
Público: 14.736 
Renda: R$ 254.116
Maíra Nunes | Super Esportes