Simões Filho: cerca de 300 professores do Reda têm contrato suspenso sem aviso prévio

Cerca de 300 professores do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) da rede municipal de ensino de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, tiveram o contrato suspenso sem aviso prévio. A prefeitura alega que não há condição de fazer os pagamentos dos salários dos profissionais, já que a cidade teve queda brusca na arrecadação.

Até a noite de quinta-feira (11), a cidade registrava 391 casos de coronavírus, com nove mortes, de acordo com boletim da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Segundo uma das professoras, identificada apenas como Rosângela, a prefeitura não fez comunicado formal de que os contratos seriam suspensos. Os trabalhadores souberam por uma nota no contracheque.

“Recebemos agora o nosso contracheque com uma observação no rodapé, informando que nossos contratos estariam suspensos até a volta às aulas. A alegação é de que há baixa arrecadação no município. Somos 300 pais e mães de família, e no momento estamos desassistidos”, disse Rosângela, ao G1.

“Em um momento de pandemia estamos aqui, reivindicando direitos nossos porque fomos suspensos apenas por isso aqui [contracheque], não tivemos nota nenhuma. O prefeito não entrou em contato conosco, não houve aviso prévio, não houve nada em termos da Secretaria de Educação. Eles não criaram nenhum tipo de estratégia para que nós pudéssemos dar aulas aos nossos alunos ainda que fosse online, como outros lugares estão fazendo”, continuou a professora.

Em comunicado, a prefeitura de Simões Filho afirmou que, através das secretarias da Fazenda e da Educação, está fazendo um estudo para analisar uma forma de manter o pagamento dos salários no período em que os professores não estão trabalhando, por causa da pandemia. A nota também diz que os contratos podem voltar a qualquer momento e que mesmo com a queda na arrecadação, os funcionários estão recebendo salário em dia.

 

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