Grêmio elimina o São Paulo e vai à 9ª final da Copa do Brasil

O Grêmio está classificado para mais uma final da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (30), segurou o São Paulo no Morumbi, empatou por 0x0 e se classificou para a sua nona decisão, pois havia triunfado em Porto Alegre por 1×0. Diante do Palmeiras, buscará o seu sexto título para se igualar ao Cruzeiro como o maior vencedor da competição.

Foi a terceira vez que o time gaúcho enfrentou o São Paulo em 2020, sem ser vazado nelas – havia ficado no 0 a 0 no Morumbi pelo Brasileirão. O Grêmio também ampliou a invencibilidade diante do adversário para 11 jogos, com 5 vitórias e 6 empates, sendo que a última derrota foi em 2013.

Muito disso foi conquistado pela consistência apresentada no Morumbi, tanto que a meta gremista praticamente não foi ameaçada pelo São Paulo. E se pouco atacou no segundo tempo, ainda teve as melhores oportunidades da primeira etapa.

Ao São Paulo, em jejum de títulos desde 2012 e sem nunca ter sido campeão da Copa do Brasil, resta o Campeonato Brasileiro para buscar uma taça nesta temporada. Mas a possibilidade é boa, afinal, o time está na liderança e com sete pontos de vantagem para Atlético-MG e Flamengo. E voltará a jogar pelo torneio em 6 de janeiro, quando visitará o Red Bull Bragantino.

O Grêmio, que já foi campeão estadual nesta temporada, disputará a decisão da Copa do Brasil nos dias 3 e 10 de fevereiro contra o Palmeiras, que eliminou o América-MG. Até lá, terá compromissos pelo Brasileirão, sendo o próximo também no dia 6, quando receberá o Bahia.

O jogo
Já sem poder contar com Reinaldo, suspenso, o São Paulo ainda ficou sem Luciano, lesionado e substituído por Tchê Tchê, o que levou Diniz a apostar em uma formação parecida com a que derrotara o Atlético-MG há duas semanas, no Brasileirão. Já o Grêmio, sem Geromel e Maicon, teve Lucas Silva para reforçar a marcação e a presença de Alisson no setor ofensivo.

E quem mais sentiu falta das suas referências foi o São Paulo. Lento na troca de passes, era facilmente anulado pelo Grêmio, que jogava com muita segurança. Se fechava bem na defesa e saía bem quando avançava a marcação. Teve assim, boas chances para abrir o placar, com Victor Ferraz, que acertou a trave após uma cobrança de escanteio, e Diego Souza, que disparou uma linda bicicleta, além de uma tentativa de fora da área de Pepê.

O ritmo moroso imposto propositalmente pelo Grêmio não era quebrado pelo São Paulo, que não conseguia acelerar o jogo. Praticamente só o fez com êxito uma vez nos 45 minutos iniciais, quando uma trama que envolveu Tchê Tchê e Juanfran terminou com a finalização de Gabriel Sara. Mas era muito pouco para quem precisava vencer no Morumbi.

O cenário não mudou no segundo tempo. O São Paulo tinha a posse de bola, mas não sabia o que fazer para abrir espaços na fechada defesa do Grêmio ou mesmo para acionar o artilheiro Brenner. Isso levou Diniz a trocar duas peças defensivas – Léo e Luan – por jogadores ofensivos, casos de Toró e Vitor Bueno pouco antes do 20.º minuto.

Mas o duelo não mudou. O São Paulo, pouco criativo, sem dribles para abrir a defesa, mal conseguia finalizar. Ainda colocou mais dois atacantes, Paulinho e Tréllez, mas não adiantou, pois o time gaúcho se fechou ainda mais, com a entrada de um terceiro zagueiro e segurou a pressão com cruzamentos do adversário. Assim, quem avançou foi o Grêmio, mais uma vez finalista da Copa do Brasil.

 

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo


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